Exposição de videoarte no Oi Futuro no Rio de Janeiro.
AUDIOVISUAL + ARTE CONTEMPORÂNEA Lugar / Tempo - efêmero, contemporâneo. Para scanear arte, pensar arte, servir arte, falar arte, questionar arte.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
sábado, 8 de setembro de 2012
Documenta (13)
Mega exposição de Arte que acontece a cada 5 anos em 2012 ocupou durante 100 dias a cidade de Kassel na Alemanha. Estive lá e pude conferir boa parte dos vários trabalhos com audiovisual. Dos mais grandiosos aos mais simples e sutis. Abaixo destaco alguns.

A Brief History of Collapses - 2011-12 , Marian Ghani

Artist's Walks: The Persistence of Peripateticism - 2012 de Janet Cardiff e George Bures Miller
Muster (Rushes) - 2012 de Clemens von Wedemeyer
In Search of Vanished Blood - 2012 de Nalini Malani
A Brief History of Collapses - 2011-12 , Marian Ghani
Artist's Walks: The Persistence of Peripateticism - 2012 de Janet Cardiff e George Bures Miller
In Search of Vanished Blood - 2012 de Nalini Malani
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
São Paulo - Centro de arte, tecnologia e audiovisual
Durante esses últimos meses São Paulo tem sido um
centro referencial para artistas e interessados em experimentações e discuções
em arte, tecnologia e audiovisual. São tantos eventos, exposições e palestras
sobre esses temas que fica até difícil acompanhar tudo. Seguem brevíssímas observações
sobre alguns eventos.
Primeira exposição
individual do artista audiovisual e performer luiz duVa. Constituída sob a forma de uma ocupação, ou um ensaio, é
articulada especialmente para os espaços da Galeria Pilar.Até 18 de agosto.
Rolou no Paço das Artes propondo uma visada interessante da cultura da mobilidade, mídias digitais e possibilidades de ocupação do espaço público urbano, discussões tensas e correlacionadas atadas por experimentos potentes e criativos.
Destaque
para o Labmóvel , laboratório móvel criado para
fazer circular oficinas e mostras na periferia de São Paulo com uma kombi,
A videoinstalação Egomáquina
com múltiplas telas contendo rostos que fazem perguntas ao espectador, ao mesmo
tempo em que este pode interagir com a máquina, através de teclas e sensores de
movimento. Idealizada por Pedro Harres e
realizadda em parceria com Otávio
Donasci e João de Ricardo a
instalação pode ser visitada em de julho, no Conjunto Nacional, e agora em agosto
segue para o Centro Cultural da Estação República do Metrô.
Emoção Art.ficial 6.0
A última edição da bienal de Arte e Tecnologia do Itaú
cultural apresentou trabalhos sofisticados e impressionantes de artistas como:
Fala por Rejane Cantoni e Leonardo
Crescenti (Brasil, 2012); Slice por George Legrady
(Hungria/EUA/Canadá, 2001); Você Não Está Aqui por Gisele
Beiguelman e Fernando Velázquez (Brasil, 2012) e o impressionante Exploded
View (Commuters) por Jim Campbell (EUA, 2011).
A exposição contou com poucos trabalhos, mas todos
muito bem instalados e apresentados, um recorte bastante preciso da produção
atual, chamou a atenção o alto uso de recursos audiovisuais em várias obras e o
alto grau de experimentação poética.
File
SP
O Festival de Linguagem Eletrônica foi expandido e em
sua versão atual abarca experimentações tecnológicas. Trabalhos de artistas
como: Esteban Agosin - MIeRROR [Chile]; Feco Hamburger & Raimo Bendetti - Termografia II Modo Manual [Brasil]
Jean-Pierre Gauthier - Stressato: Samurai Serpents & Sweeping Spirals [Canadá]
Mar Canet & Carles Gutierrez - Videomatón [Espanha]; Marcio Ambrosio - Patmap [Brasil]. O que há de efervescente no campo da tecnologia que permeia a arte contemporânea, os HQs, a música e os games. Interações mecânicas, audiovisuais e sensoriais aguçam o lúdico e cativam o público no edifício SESI.Ainda aberta para visitação.
Jean-Pierre Gauthier - Stressato: Samurai Serpents & Sweeping Spirals [Canadá]
Mar Canet & Carles Gutierrez - Videomatón [Espanha]; Marcio Ambrosio - Patmap [Brasil]. O que há de efervescente no campo da tecnologia que permeia a arte contemporânea, os HQs, a música e os games. Interações mecânicas, audiovisuais e sensoriais aguçam o lúdico e cativam o público no edifício SESI.Ainda aberta para visitação.
Tormentas
On_Off
Aconteceu no
Itaú Cultural, o Festival que promove espetáculos, apresentações e debates e
workshops sobre Híbrido de espetáculo e de live image. Espécie de ópera
contemporânea, que agrega elementos cênicos, cinemáticos e musicais.
Independentemente de sua natureza sonora, se são criados para entreter ou para
ser apenas contemplados, colocando em evidência os aspectos processuais de
criação. Apresentações dos artistas: ANTIVJS, MURCOF, LIGALINGHA,
CAIO FAZOLIN, BRIAN MACKERN.
Rolou no Paço das Artes propondo uma visada interessante da cultura da mobilidade, mídias digitais e possibilidades de ocupação do espaço público urbano, discussões tensas e correlacionadas atadas por experimentos potentes e criativos.
Alguns dos trabalhos apresentados
e debatidos foram: Artvertiser de Julian Oliver (Berlim)
3CO
– Ricardo Brazileiro (Recife) Muro.BaixoCentro e Triciclo
Multimídia – Coletivo
Baixo Centro (SP) Deslocamentos – Coletivo Garapa (SP) e um dos trabalhos vencedor do festival de 2012 a instalação Vista on –
Vista off de Denise Agassi
(SP)
Egomáquina
Georges
Méliès, o mágico do cinema
O MIS apresenta a
exposição de filmes, trabalhos, desenhos e figurinos de Georges Méliès. Conhecido
como o pai dos efeitos especiais e do cinema de fantasia. A mostra, produzida
pela Cinemateca Francesa, apresenta através de seis diferentes seções, a
trajetória do artista e suas invenções revolucionárias na Sétima Arte. Ainda em cartaz.
terça-feira, 5 de junho de 2012
INSTANTE - Experiência e Acontecimento em Arte e Tecnologia
A mostra Instante pretende apresentar um panorama da relação entre arte e
tecnologia no Brasil, desde as primeiras experimentações, na década de 1970 até
os dias de hoje, enfatizando as possibilidades de criação das imagens a partir
dos aparatos tecnológicos, para apresentar produções e pesquisas atuais que se
desenvolvem nesse campo.
A mostra curada por Melina Izar Marson e Gustavo Torrezan já tinha sido apresentada no SESC Campinas, com sucesso. E está disponível para visitaçõa no SESC Pinheiros em São Paulo. Uma pena que a divulgação da mostra tenha sido tão incipiente aqui em São Paulo. Pouca gente de ter visto.
Uma oportunidade rara de conhecer um pouco da historia da produção que envolve arte contemporânea e tecnologia no Brasil. São apresentados trabalhos referenciais dos artistas:
Lautenschlaeger, Rafael França e Marco do Valle
A mostra curada por Melina Izar Marson e Gustavo Torrezan já tinha sido apresentada no SESC Campinas, com sucesso. E está disponível para visitaçõa no SESC Pinheiros em São Paulo. Uma pena que a divulgação da mostra tenha sido tão incipiente aqui em São Paulo. Pouca gente de ter visto.
Uma oportunidade rara de conhecer um pouco da historia da produção que envolve arte contemporânea e tecnologia no Brasil. São apresentados trabalhos referenciais dos artistas:
Waldemar Cordeiro, Paulo Bruscky, Letícia Parente, Cildo Meireles,
Otávio Donasci, Anna Bella Geiger, Regina Silveira, Paulo Nenflídio,
Rejane Cantoni e Daniela Kuschat, Ricardo Basbaum, SCIarts, Gisela
Motta e Leandro Lima, Raquel Kogan, Fabiano Onça e Colmeia, Graziele
Lautenschlaeger, Rafael França e Marco do Valle
Marca Registrada, Letícia Parente (1974)
OP_ERA de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat (1999)
Reflexão#3 de Raquel Koogan (2005)
PS. O catálogo está disponível para download. Não tem muitas imagens mas trás informações históricas relevantes.
domingo, 25 de março de 2012
Lygia Pape: arte e filmes
Imagem de Ttéia (1977 - 2000)
Não vou negar, a despeito do interesse pelos filmes e registros de performance de Lygia, fui para ver Ttéia e me deslumbrei. A obra que tem dimensão de catedral e uma plasticidade efêmera e rígida ao mesmo tempo encanta a todos que passam pelo espaço... observei as pessoas saindo do elevador e ficando admiradas. A obra que que faz parte das pesquisas da artista sobre o espaço urbano que se configura em seus espaços imantados, promove uma abstração do espaço poético onde cada espectador faz suas conjunturas. Segundo a própria artista a obra se configura como “uma rede onde as aranhas tecem planos de vida ou morte”.
Lygia se interessou pelo cinema... e por fazer filmes; suas proposições eram completamente livres de qualquer categorização e formatação de linguagem, na sala de projeção pode-se ver cinco de seus filmes, com temas como vampiros, carnaval, religião e transcendência, alguns beiram o bizarro. O melhor de todos, acaba merecendo uma sala a parte e ganha status de instalação: Eat me (1976). Nesse filme tudo o que se vê é uma boca masculina em plano fechadíssimo, comendo, regurgitando, mastigando, chupando, baforando... de tudo... é libidinoso, voraz e engraçado...
Trecho do filme Eat me (1976)
Os filmes de registro de performance são simples e diretos, secos com foco na performance apresentada. Uma pena que a apresentação dos filmes seja feita em vídeo em monitores de TV. De qualquer forma destaque para o delicadíssimo filme de Ovo (1968). Destoando um pouco dos filmes há a projeção do vídeo de registro também feito em vídeo da obra Divisor (1968) revivida na 29a. Bienal de São Paulo.
Imagem de O Ovo (1968)
Dentre poemas, documentos e textos apresentados, um me chamou a atenção em particular. Um texto escrito a mão, a lápis, onde a artista, citando Mallarmé, discorre sobre o potencial do cinema como arte e finaliza da seguinte forma:
" ...o copião será sempre a melhor obra, porque é obra aberta!"
http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c=exposicoes&idexp=612&mn=100
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Audiovisual na produção artística brasileira na primeira década do século XXI
Não é esse o título, nem é a essa investigação a que se propõe a exposição coletiva Os Dez Primeiros Anos realizada pelo Instituto Tomie Ohtake. A exposição propõe expor trabalhos de artistas relevantes que surgiram no circuito das artes a partir dos anos 2000.
É o meu olhar que se volta objetivamente para produção de artistas que lidam mais diretamente com o audiovisual. Claro que vi a exposição toda e reconheci trabalhos que admiro, trabalhos de artistas amigos ou que desconheço.
Imagens de Esta no ar a sua voz, a nossa voz (A voz do Brasil)
Outro destaque é o trabalho em vídeo e foto de Amilcar Packer, imagens que misturam realidade, devaneio e vertigem ao retratar espaços normalmente “não experimentados” de uma grande cidade.
No andar de cima em dois espaços diferentes estão trabalhos em vídeo de Alice Micelli trabalhos da série Dízima Periódica, já comentada aqui no blog, onde soluços de imagens instigam uma narrativa ínfima mas impactante.
Não há tantos vídeos, há mais fotografias, nesse breve destaque que observei os trabalhos instituem uma relação entre público e privado fazendo uso da apropriação de imagens e/ou espaços públicos. Sob a ótica particular de cada artista.
A exposição foi organizada pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohake, dirigido por Agnaldo Farias, em parceria com o crítico convidado Tiago Mesquita. Participam dela os artistas:
Alice Micelli, Amanda Melo e Yuri Firmeza, Amilcar Packer, Ana Elisa Egreja, Ana Prata, Ana Sario, André Komatsu, Armando Queiroz, Bruno Dunley, Cadu, Carla Chaim, Cinthia Marcelle, Detánico & Lain, Eduardo Berliner, Fabiano Marques, Fábio Moraes, Felipe Cohen, Gisele Camargo, João Angelini, Jonathas de Andrade Souza, Leya Mira Brander, Lia Chaia, Lucas Arruda, Lucia Laguna, Marcellvs L., Marcius Galan, Marcone Moreira, Mariana Palma, Mariana Serri, Marilá Dardot, Marina Camargo, Marina Rheingantz, Matheus Rocha Pitta, Milton Marques, Nicolás Robbio, Nino Cais, Rafael Carneiro, Renata de Bonis, Renata Egreja, Rodolpho Parigi, Rodrigo Bivar, Rodrigo Braga, Rodrigo Matheus, Sara Ramo, Tamar Guimarães, Tatiana Blass, Thiago Martins de Melo, Tiago Tebet, Vitor Cesar e Wagner Malta Tavares.
http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/10primeirosanos/10primeirosanos.html
Imagem de obra da série Dízima Periódica
sábado, 26 de novembro de 2011
A soberba da arte contra a indulgência do entretenimento
escute enquanto lê....
A exposição Queremos
Miles que conta vida e obra do músico jazzista Miles Davis se apresentou para
mim por meio de dois distintos modos de observação. O primeiro e mais óbvio
evidencia a montagem da exposição em si usando vários recursos audiovisuias.
Como expor música plasticamente se não através do audiovisual? Mas a montagem
prioriza mesmo a música e não se deixa cair em pirotecnismos audiovisuais.
Junto às salas sonorizadas, projeções e telas de vídeo somam-se discos objetos,
figurinos, instrumentos. A inevitável pergunta surge na boca da menina de sete
anos – Mãe isso é CD? diz a garota apontando para um série de pequenos e brilhantes
EPs... Espalham-se pelo circuito da exposição peças audiovisuais e algumas pérolas
podem ser pescadas... O espaço reservado para grande projeção de uma cena de
Ascensor para Cadafalso, filme cool de Louis Malle, onde a trilha, criada toda
num único dia por Miles, consegue expressar a solidão e a vulnerabilidade inerentes
à condição humana, uma especialidade do músico...
Outra trilha
sonora criada pelo músico faz parte do documentário sobre o boxeador Jack Johnson.
Outras pérolas do audiovisual são um curto filme feito por Jonas Mekas que
registra o encontro de Miles e sua esposa Betty Davis com o ilustre casal John
e Yoko. E o clipe colorido e cool do
álbum Tutu dirigido por Spike Lee. Há também o registro de micos em que até
grandes astros pop caem... como uma curiosa incursão de Davis na publicidade
numa interpretação a lá Bill Murray (Sofia
Coppola deve ter visto isso!), onde faz propaganda de um
licor japonês.... A exposição termina com
devaneios plásticos do músico, suas pinturas piscodélicas.
No entanto o
que mais me chamou a atenção foi o artista, a sua biografia, o modo como comandou
sua carreira e incursões no meio musical. O músico que não era um virtuose - desconfiava
dos que se intitulavam a vanguarda do jazz e buscou toda vida se aproximar do
público - foi capaz de expandir, como
poucos, os limites do gênero, explorando a experimentações acima de tudo. Criando
melodias inesquecíveis com apenas algumas poucas notas e explorando ao máximo a
genialidade própria dos músicos com quem dividia suas criações, capaz
de levar a experimentação a extremos, propondo melodias delicadas.
Impossível
não realizar pensamentos convergentes com a arte contemporânea, em questões
pertinentes como experimentação, inclusão do acaso, aproximação com a
comunicação, a desmistificação do artista, criação colaborativa, a inclusão de questões
raciais, éticas e estéticas no trabalho, a fusão de diferentes gêneros... Sem
nunca deixar de lado o radicalismo e a experimentação artística. Não à toa a
frase que dá título a esse texto foi surrupiada de um texto de parede da
exposição.
Bitches Brew do álbum Bitches Brew de 1970
Info: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=203749
P. S. Curiosidades na linha o meio é a mensagem.... descobri, lendo outro texto de parede, que o surgimento do LPs de 33 rotações no início dos anos 50 proporcionou um alento para a gravação de experimentações jazzísticas pois proporcionavam mais tempo de gravação.
Info: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=203749
P. S. Curiosidades na linha o meio é a mensagem.... descobri, lendo outro texto de parede, que o surgimento do LPs de 33 rotações no início dos anos 50 proporcionou um alento para a gravação de experimentações jazzísticas pois proporcionavam mais tempo de gravação.
domingo, 13 de novembro de 2011
VIII Encontro arte&meios tecnológicos - 2a. parte
Na última quinta o VIII Encontro A&MT ocorreu no espaço Intermeios – Casa de Artes e Livros. Foi o dia dos debates sobre trabalhos de artistas contemporâneos brasileiros que lidam diretamente com vídeo em sua prática artística. Foram três artistas falando do trabalho de outros três artistas. As observações ocorreram na base das afinidades eletivas, cada um mergulhando no nas obras do artista pesquisado.O primeiro a falar foi Marcelo Salum sobre o trabalho do cineasta e artista plástico Cao Guimarães. Marcelo focou na investigação de um trabalho específico de Cao Acidente. Apresentou trechos do longa metragem de 2006 mencionando a ação de Cao no limiar entre cinema e artes visuais, sobre como o artista trabalha sobreposições de temporalidades tanto com som como com a imagem e sobre a relação imersiva que a obra proõe.
Acidente (2006) de Cao GuimarãesEm seguida falou Eduardo Salvino sobre Lucas Bambozzi, expondo um pouco da trajetória de Lucas. Eduardo focou suas observações em dois trabalhos, Youtag (2008) e Postcards (2000) abrindo espaço na discussão para dar voz ao próprio artista, que apareceu em vídeo falando sobre sua obra Youtag que trata do temas atuais e pertinentes ao nosso dia a dia e ao modo atual de lidarmos com as imagens, com a indexação de imagens, nosso hábitos banais de buscar e postar imagens, e ainda um questionamento sobre autoria na web.
Youtag ( 2008) de Lucas Bambozzi
Eu, Lyara Oliveira, apresentei minha fala sobre o trabalho de luiz duVa. A proposta da apresentação foi realizar uma visada um pouco mais panorâmica sobre o trabalho desse videoartista e performer. Observando temáticas comuns em sua trajetória artística, temáticas que resvalam na exploração dos limites do corpo, na intersecção permeada entre o sublime e o grotesco e na intenção de pensar a imagem como sensação. Buscando entender como essas temáticas variam e passam da pluralidade à síntese, em diferentes modos de trabalhar e explorar o potencial do vídeo, em trabalhos de mono canal e videoinstalações. Apresentei trechos de seus trabalhos: Jardim Rizzo (1990); The bodymen lost in heaven (1996); Grotesco Sublime Mix (2004); Preto sobre Preto (2008/2009). Infelizmente ficaram de fora observações sobre as performances e apresentações de live image.
Grotesco Sublime MIX (2004) de luiz duVa
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Olafur Eliasson - SEU CORPO DA OBRA
Microscópio para São Paulo, 2011
Seu Corpo da Obra, 2011Sob uma visada inicial a obra de Olafur Eliasson não lida com questões audiovisuais. Usando materiais que já eram viáveis no final séc. XIX (espelhos, filtros, suporte de metal e madeira, água, fumaça, luz) trabalhados com o aporte das mais recentes e avançadas tecnologias de produção, o artista consegue dar forma às suas idéias contemporâneas.
O 17º. FESTIVAL INTERNACIONAL VIDEOBRASIL, que agora não comporta apenas vídeo, mas abarca toda forma de produção artística contemporânea, traz ao Brasil a primeira exposição individual do artista dinamarco-islandês na América Latina com curadoria de Jochen Volz (diretor de Inhotim). As obras, grandes instalações e /ou esculturas, algumas pensadas especificamente para os espaços em que se encontram, estão espalhadas por São Paulo (SESC Pompéia, SESC Belenzinho e Pinacoteca).
Seu Caminho Sentido, 2011

Apesar de o uso de vídeo, cinema, sons não se fazer evidente na maioria das obras, os trabalhos instigam uma percepção audiovisual. Lidam com imagens e sons reais, e tentam promover uma subversão de nossas expectativas realistas. As obras são ao mesmo tempo complexas estruturalmente e aparentemente simples, os jogos de ótica e sonoridade mexem profundamente com o participador da obra, sim participador, pois todos os trabalhos instigam a participação do espectador. O envolvimento é intenso principalmente em obras como Microscópio para São Paulo, o prisma gigantesco que está na Pinacoteca, e em o Seu Caminho Sentido, galpão de luz e fumaça que gera uma verdadeira cegueira branca. A experiência corporal sem dúvida instiga todos os sentidos.
Registro trecho Sua Cidade Empática, 2011
Sua Cidade Empática (SESC Pompéia) é o único trabalho em que ocorre o uso efetivo do vídeo. Na videoinstalação, realizada em parceria com Karim Aïnouz, imagens e sons captados na cidade de São Paulo são exibidos com uso de três projetores e spots de luz colorida pulsante que acaba por provocar, eventualmente, uma sensação ótica estranha de efeito de pós-imagens na retina de quem presencia a obra, resultando num caótico vaudeville urbano.
Dica: Quem estiver por São Paulo procure pelas ruas bicicletas com discos espelhados em lugar das rodas, outra obra do artista.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
EM NOME DOS ARTISTAS
Segundo semestre como sempre São Paulo está agitada no campo da arte. Inauguram uma exposição atrás da outra. Pólo da arte contemporânea no mundo... andam dizendo. Já visitei algumas exposições, sempre com olhar atento para a produção que envolve audiovisual. Começo por uma das maiores do momento.
Cremaster 2 de Matthew Barney
Em nome dos artistas - Arte norte-americana contemporânea na Coleção Astrup Fearnley exposição comemorativa dos... anos da Bienal de São Paulo. Polêmica e questionável em seu caráter comemorativo a exposição apresenta trabalhos de grandes representantes do mundo das artes contemporâneo, principalmente da fatia mercadológica do universo artístico, em sua maioria inéditos no Brasil.
Em termos de audiovisual destaque para artistas célebres dessa área: Matthew Barney, Doug Aitken e Shirin Neshat. De Barney são apresentadas esculturas/instalação enormes , uma série de fotos e um pentágono de monitores de vídeo que exibe simultaneamente os 05 filmes da série Cremaster. As imagens são magníficas e intrigantes. A maior videoinstalação da exposição é a obra Eraser de Doug Aitken , um passeio geográfico tortuoso. O trabalho da iraniana Shirin Neshat é simplesmente um dos meus trabalhos favoritos em audiovisual contemporâneo, uma integração rara entre forma e conteúdo, a tela dividida, o jogo de câmeras, a edição a interpretação... tudo conjuga para a complexidade trágica, ao mesmo tempo sutil e escancarada das situações postas, Fervor é o trabalho apresentado.
No primeiro andar estão as obras de Damien Hirst, impossível ficar indiferente ante ao impacto grandioso. Os trabalhos não lidam com imagem e representação e/ou abstração diretamente. As obras são realizadas com elementos reais, não é uma escultura de uma vaca é a vaca, não é uma pintura de borboletas, são as borboletas, são as bitucas de cigarro, é o crânio humano metamorfoseado. Não há como dissociar imagem, tato, olfato e áudio; o que resulta do arranjo desses elementos concretos faz o observador formar uma imagem conceitual (ou não).
No segundo andar do pavilhão da Bienal estão os chamados novos artistas, nova geração, algo assim. Paira no andar uma obsessão com política, morte, destruição e sexo. Sexo sem prazer, doentio e perverso. Repetem-se imagens da bandeira dos EUA, de armas e de partes ou do todo de corpos humanos. Senti falta de poética, de sutileza, de abstração, tudo muito na base da representação, sob ares duchampinianos. Destaque absoluto para as obras do artista Paul Chan, chinês radicado em NY, suas animações digitais projetadas são engenhosas, sutis e por vezes perturbadoras. Felizmente a exposição conta com vários trabalhos do artista.

Fervor de Shirin Neshat
animação de Paul Chan
videoinstalação Eraser de Doug Aitken
Informações: http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/Emnomedosartistas/Paginas/default.aspx
Dica: A visitação domingo é gratuita.
Cremaster 2 de Matthew BarneyEm nome dos artistas - Arte norte-americana contemporânea na Coleção Astrup Fearnley exposição comemorativa dos... anos da Bienal de São Paulo. Polêmica e questionável em seu caráter comemorativo a exposição apresenta trabalhos de grandes representantes do mundo das artes contemporâneo, principalmente da fatia mercadológica do universo artístico, em sua maioria inéditos no Brasil.
Em termos de audiovisual destaque para artistas célebres dessa área: Matthew Barney, Doug Aitken e Shirin Neshat. De Barney são apresentadas esculturas/instalação enormes , uma série de fotos e um pentágono de monitores de vídeo que exibe simultaneamente os 05 filmes da série Cremaster. As imagens são magníficas e intrigantes. A maior videoinstalação da exposição é a obra Eraser de Doug Aitken , um passeio geográfico tortuoso. O trabalho da iraniana Shirin Neshat é simplesmente um dos meus trabalhos favoritos em audiovisual contemporâneo, uma integração rara entre forma e conteúdo, a tela dividida, o jogo de câmeras, a edição a interpretação... tudo conjuga para a complexidade trágica, ao mesmo tempo sutil e escancarada das situações postas, Fervor é o trabalho apresentado.
No primeiro andar estão as obras de Damien Hirst, impossível ficar indiferente ante ao impacto grandioso. Os trabalhos não lidam com imagem e representação e/ou abstração diretamente. As obras são realizadas com elementos reais, não é uma escultura de uma vaca é a vaca, não é uma pintura de borboletas, são as borboletas, são as bitucas de cigarro, é o crânio humano metamorfoseado. Não há como dissociar imagem, tato, olfato e áudio; o que resulta do arranjo desses elementos concretos faz o observador formar uma imagem conceitual (ou não).
No segundo andar do pavilhão da Bienal estão os chamados novos artistas, nova geração, algo assim. Paira no andar uma obsessão com política, morte, destruição e sexo. Sexo sem prazer, doentio e perverso. Repetem-se imagens da bandeira dos EUA, de armas e de partes ou do todo de corpos humanos. Senti falta de poética, de sutileza, de abstração, tudo muito na base da representação, sob ares duchampinianos. Destaque absoluto para as obras do artista Paul Chan, chinês radicado em NY, suas animações digitais projetadas são engenhosas, sutis e por vezes perturbadoras. Felizmente a exposição conta com vários trabalhos do artista.

Fervor de Shirin Neshat
animação de Paul Chan
videoinstalação Eraser de Doug AitkenInformações: http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/Emnomedosartistas/Paginas/default.aspx
Dica: A visitação domingo é gratuita.
domingo, 23 de outubro de 2011
VIII Encontro Arte & Meios Tecnológicos - Projeto Amplificação

Na última quinta-feira dia 06 de outubro ocorreu a primeira parte (ao todo serão quatro) do VIII Encontro A&MT.
A artista Mariana Shellard apresentou fala sobre a artista Artemis Moroni. Artemis desde o final dos anos 1980 tem uma atuação expressiva no desenvolvimento de tecnologias complexas para utilização em projetos de experimentação tecnológica e artística, atuando sempre em parceria a técnicos, engenheiros e músicos em cooperação com o NICS/UNICAMP. O debate que sobre o trabalho de Artemis suscitou temas como criação colaborativa, verbas de tecnologia para uso em projetos artísticos,desenvolvimento de projetos a longo prazo, documentação e compartilhamento de tecnologia gerada em projetos de arte.
Na segunda parte do encontro a curadora e professora Ananda Carvalho trouxe uma visada sobre as atividades da artista e tb. professora e pesquisadora acadêmica Giselle Beiguelman. A temática da fala girou em torno da apresentação de trabalhos de Giselle e de suas colocações teóricas sobre a atual produção artística brasileira que lida com elementos tecnológicos, Giselle reconhece uma série de procedimentos usados por artistas contemporâneos e elabora para isso o termo "estética tecnofágica". Além de conversarmos sobre as colocações da artista, a discussão também inclinou-se para questões sobre como refletir e trazer à tona a produção artística e teórica desenvolvidas por um mesmo indivíduo(artista-pesquisador)e também sobre dificuldades de realizar uma abordagem crítica sobre a produção de artistas contemporâneos tão próximos.
Próximo encontro dia 10 de novembro. Apresentarei uma fala sobre o artista luiz Duva.
Mais informações: http://artemeiostecnologicos.wordpress.com/

segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Exposição COLETIVO 2011 - FASM
sábado, 30 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
VII Encontro Arte Meios Tecnológicos



Fotos por Darlan Alvarenga
Finalizamos a primeira parte da Projeto Amplificação - Leituras Críticas / Núcleo histórico. Durante quatro encontros os participantes Grupo de Pesquisa arte&meios tecnológicos (CNPq/FASM) realizaram leituras críticas de importantes artistas contemporâneos. Artistas que constituem nossa base de referências artísticas deste os anos 50 até hoje. O mote principal de todos os encontros foi a aproximação crítica com esses artistas e a pertinência de historicisar essas leituras. Produzir relações de análises dentro de um contexto artístico, histórico e crítico.
Ontem, no último encontro, foram apresentadas leituras dos artistas Júlio Plaza e Regina Silveira e Rafael França. Finalizei o encontro apresentando minha pesquisa sobre o mais jovem artista colocado dentro deste panorama histórico/contemporâneo.
Falei de Rafael França, um artista com o qual descobri inúmeras afinidades e por quem desenvolvi grande admiração, tanto com relação a sua produção artística quanto a sua postura engajada de artista.
Compartilhar, discutir para apreender o conhecimento é o interesse do grupo. A apresentação pública é sempre uma experiência estressante e altamente estimulante. Gera resultados densos. Apresentamos ao todo:
Parte 1 -ANOS 1960-1970
17 de março, 5ª. feira, das 19h às 22h
Helio Oiticica: Claudio Bueno/Leandro Carvalho
Lygia Clark: Josy Panão/Monique Allain
Parte 2 -ANOS 1920-1960
30 de abril, sábado, das 14h às 18h
Mario Peixoto: Ana Paula Lobo
Flavio de Carvalho: Paula Garcia
Abraham Palatinik: Eduardo Salvino
Parte 3 -ANOS 1960-1970
19 de maio, 5ª. feira, das 19h às 22h
Waldemar Cordeiro: Denise Agassi
Mira Shendel: Marcelo Salum
Parte 4 -ANOS 1970-1990
18 de junho, sábado, das 14h às 18h
Julio Plaza: Ananda Carvalho/Mariana Shellard
Regina Silveira: Christine Mello
Rafael França: Lyara Oliveira
A experiência de extender os laços acadêmicos para além da universidade são muito válidos. Nesse sentido, a realização de dois encontros fora da Faculdade Santa Marcelina, instituição que acolhe e fomenta o grupo, também foi estimulante. O Intermeios - Casa de artes e livros nos recebeu generosamente em seu espaço de produção de reflexão, promovendo uma liberdade extra para o debate.
Semestre que vem daremos prosseguimento aos estudos e leituras, dessa vez acompanhando artistas mais jovens que produzem e atuam hoje. Outras boas rodas de discussão prometem levantar questões atuais e pertinentes ao campo da arte contemporânea.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Epifania ou as dores do parto, Flusser e Eu
Texto de Vilém Flusser:
Migrar é situação criativa. Mas dolorosa. Toda uma literatura trata da relação entre criatividade e sofrimento. Quem abandona a pátria (por necessidade ou decisão, e as duas duas são dificilmente separáveis)sofre. Porque mil fios o ligam à pátria, e quando estes são amputados é como se intervenção cirúrgica tenha sido operada. Quando fui expulso de Praga (ou quando tomei a decisão corajosa de fugir) vivenciei o colapso do universo. É que confundi o meu íntimo com o espaço lá fora. sofri as dores dos fios amputados. Mas depois, na Londres dos primeiros anos da guerra, com a premonição do horror dos campos, comecei a me dar conta de que tais dores não eram as de operação cirúrgica, mas de parto. Dei-me conta de que os fios cortados tinham me alimentado, e que estava sendo projetado para liberdade. Fui tomado pela vertigem da liberdade (...)
Resumo epifânico
migrar criativa dolorosa¨criatividade sofrimento¨abandona a pátria¨mil fios ligam pátria¨tomei decisão de fugir¨colapso do universo¨confundi íntimo espaço lá fora¨sofro dores dos fios amputados¨dores não de operação cirúrgica¨dores de parto¨fios cortados alimentam¨projetado para liberdade¨tomada de vertigem¨liberdade

Autoretrato em vertigem... olhando para obra de Anish Kapoor, foto por Darlan Alvarenga
Migrar é situação criativa. Mas dolorosa. Toda uma literatura trata da relação entre criatividade e sofrimento. Quem abandona a pátria (por necessidade ou decisão, e as duas duas são dificilmente separáveis)sofre. Porque mil fios o ligam à pátria, e quando estes são amputados é como se intervenção cirúrgica tenha sido operada. Quando fui expulso de Praga (ou quando tomei a decisão corajosa de fugir) vivenciei o colapso do universo. É que confundi o meu íntimo com o espaço lá fora. sofri as dores dos fios amputados. Mas depois, na Londres dos primeiros anos da guerra, com a premonição do horror dos campos, comecei a me dar conta de que tais dores não eram as de operação cirúrgica, mas de parto. Dei-me conta de que os fios cortados tinham me alimentado, e que estava sendo projetado para liberdade. Fui tomado pela vertigem da liberdade (...)
Resumo epifânico
migrar criativa dolorosa¨criatividade sofrimento¨abandona a pátria¨mil fios ligam pátria¨tomei decisão de fugir¨colapso do universo¨confundi íntimo espaço lá fora¨sofro dores dos fios amputados¨dores não de operação cirúrgica¨dores de parto¨fios cortados alimentam¨projetado para liberdade¨tomada de vertigem¨liberdade

Autoretrato em vertigem... olhando para obra de Anish Kapoor, foto por Darlan Alvarenga
terça-feira, 17 de maio de 2011
Revista Select

Interessante o pequeno circuito da arte e cultura nessa cidade... ou em qualquer outra imagino... recebi de uma ex-aluna da UNISA Anna Guirro, que sabe dos meus assuntos de interesse, um convite para o lançamento de uma revista. Me deparei com uma seleção excepcional de profissionais com os quais divido esses mesmos interesses, vários conhecidos estavam na lista de realizadores e colaboradores da revista.
Select é uma revista bastante variada, no subtítulo estão as categorias: ARTE DESIGN CULTURA CONTEMPORÂNEA E TECNOLOGIA. Muito bem editada por Paula Alzugaray com qualidade gráfica é impecável e textos com bom conteúdo. Nesse n. de lançamento, senti um peso maior na temática das artes visuiais(achei ótimo veremos nas próximas), chamaram a minha atenção os textos O Fim do Virtual de Giselle Beiguelman, sobre o turvamento inevitável das fronteiras entre real e virtual; Provoações nas Margens do Real de Nina Gazire, onde autora apresenta o trabalho de artista que lidam com os limites entre representação e invenção, entre natural e artificial; e De olhos bem abertos de Angélica de Moraes sobre o artista Olafur Eliasson.
Hoje em dia é comum conseguir uma bela forma, ideias bacanas mas com conteúdo nulo. Não terminei de ler a revista e acho que ainda vou gostar de mais coisas. Conteúdo interessante embalado numa bela forma é sempre atraente. Que venham as próximas edições!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
SP- Arte 2011

Vista parcial da Exposição de Vídeos EXTRANATUREZA
Segundo ano em que vou a SP-Arte, a feira de arte da cidade de São Paulo a maior da América Latina...
A feira foi assunto de um dos primeiros posts do blog. Esse ano já sabia mais ou menos o que esperar. Até a disposição dos estandes é quase a mesma. A novidade ficou por conta do segundo andar ocupado com grandes instalações e a mostra de vídeos EXTRANATUREZA curada por Paula Alzugaray. E lá vamos nós de novo pensar o vídeo em feira de arte. Dessa vez minha questão não é a venda, mas a apresentação. Ano passado vários estandes tinham vídeos esse ano quase nenhum, talvez por causa da mostra não sei, senti falta. A mostra em si está excelente, mas talvez sejam muitos vídeos numa só sala, num ambiente tão disperso... se isso já não funciona muito bem em exposições grandes, que dirá numa feira. Valorizo a reflexão da curadoria que questiona os limites contemporâneos entre natureza e tecnologia apresentando trabalhos de artista como: Regina Parra, Denise Agassi,Sara Ramo, Wagner Morales, Gisele Beiguelman, Kátia Maciel, Janaina Tschape entre outros. O destaque fica para videoinstalação de Alice Miceli, ao lado da sala da mostra. Fica a questão: foi melhor ganhar um espaço só para o vídeo ou isso acaba por segregar ainda mais essa forma contemporânea de arte que ainda causa tanto estranhamento?
A feira em si é divertida e interessante. Gosto por motivos que maioria dos artistas detesta. Me atrai a mistura, a falta de critério rígido, a possibilidade de ver trabalhos muito novos ou trabalhos mais antigos de artistas consagrados que nunca aparecem em exposições e tudo bem de perto. Enfim uma relação completamente outra com as obras. Do lado dos afetos estão trabalhos que adorei dos artistas: Denise Agassi (Dconcept), Regina Parra (Leme) Jaques Faing (Motor), Lucas Bambozzi (Luciana Brito), Raquel Koogan (Mônica Filgueiras), Alice Miceli (Nara Roesler).
Dia 12 ainda teve o lançamento da revista Select (arte, design, cultura contemporânea e tecnologia) lá na feira, mas isso será um outro post.
Ultimo comentário: fiquei passada em saber que uma feira comercial tem apoio de leis de incentivo cultural... e a entrada é R$ 30,00!

OLHAReencaixa de Jaques Faing na Galeria Motor
Vídeo instalação de Alice Miceli na SP-Arte 2011. Não resisti e fiz esse registro (precário), é sempre melhor ver vídeo em vídeo... a obra vale a pena.
terça-feira, 3 de maio de 2011
VII Encontro arte&meios tecnológicos

O VII Encontro arte&meios tecnológicos aborda maneiras com as quais a arte contemporânea rearticula processos históricos e de linguagem. Para tanto, investiga a produção artística brasileira baseada nos anos 1920-1990.
Parte 2 - ANOS 1920-1960 - 30 de abril
Mario Peixoto: Ana Paula Lobo
Flavio de Carvalho: Paula Garcia
Abraham Palatinik: Eduardo Salvino
Local 2: INTERMEIOS - Casa de artes e livros
Tarde de sábado, calor agradável, espaço propício, clima de reflexão bem humorada. Companheiros de grupo de pesquisa AMT apresentaram seus estudos e impressões sobre os artistas selecionados. Ana Paula e Paula escolherem obras específicas para trazer à discussão - Limite e Experiência no. 2 - Eduardo foi mais panorâmico. Artistas refletindo sobre o trabalho de outros artistas e colocando em relação seus trabalhos. Foi memorável ouvir a Paula ler a experiência de Flávio de Carvalhho em meio a procissão.
A tarde rendeu, a audiência tb foi ótima e a acolhida do Intermeios foi algo de especial. Afinal espaços de confraternização e reflexão não são muitos...
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